Vlavianos, passado e presente / Vlavianos, past and present
Paris 1956 -1961
Vlavianos e Paniaras / Vlavianos and Paniaras
Os anos 60: Vlavianos / The sixties: Vlavianos
Vlavianos, escultor / Vlavianos, sculptor
Os anos 70: Depoimento / The seventies: A statement
Entrevista com Vlavianos / Interview with Vlavianos
Os anos 90 / The nineties
Os anos 80 / The eighties
Nicolas Vlavianos
O "essencialismo" de Vlavianos / The "essentialism" of Vlavianos
Atenas, Paris, São Paulo, Nova York / Athens, Paris, Sao Paulo, New York
Um projeto heraclitiano de vida e obra / An Heraclitean life and work project

C r o n o l o g i a

1929 - Nicolas Vlavianos nasce a 7 de fevereiro em Atenas, Grécia.

1948 - Entra na Escola de Direito da Universidade de Atenas.

1955 - Após prestar o serviço militar, abandona seus estudos de direito para dedicar-se à pintura.

1956 - Vive em Paris, até 1961. Inicia seu aprendizado de escultura na Académie de la Grande Chaumière, com o escultor Zadkine. Realiza suas primeiras esculturas em ferro soldado na Académie du Feu de Lazslò Szabo.
Faz viagens de estudos na Bélgica, Holanda, Itália, Inglaterra e Alemanha.

1958 - Participa de sua primeira exposição coletiva no 13ème Salon des Réalités Nouvelles, no Musée des Beaux-Arts de la Ville de Paris.
Dá início à temática Asa/Vôo.

Wing flying, 1958. Latão soldado,
11 x 32 x 6 cm Col. do artista, São Paulo.

1959 - Participa do 14ème Salon des Réalités Nouvelles, no Musée des Beaux-Arts de la Ville de Paris e do Salon de la Jeune Sculpture, no Musée Rodin, em Paris.

1960 - Participa do Salon de la Jeune Sculpture, no Musée Rodin, em Paris.

1961 - Realiza sua primeira exposição individual no Institut Français d’Athènes, com catálogo apresentado por Efi Ferentinou. Exibe esculturas em ferro soldado, de construção fechada, compacta, e de inspiração arcaica.
É premiado pelo Ministério de Educação da Grécia, durante a VI Exposição Pan-Helênica, em Atenas.
Participa do XVII Salon de Mai, Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris e do Salon de la Jeune Sculpture, no Musée Rodin, em Paris
Viaja para o Brasil, integrando a representação de artistas gregos na VI Bienal Internacional de São Paulo.
Fixa residência em São Paulo.

O artista no Salon de Mai, Paris, 1961.

Tomoshigue Kusuno e Vlavianos na Bienal
Internacional de São Paulo, 1963.
Teresa Nazar e o artista no atelier da
Rua Pires de Oliveira, São Paulo, 1964.

1962 - Aluga seu primeiro atelier em São Paulo, na Rua Espártaco, na Lapa. Faz sua primeira individual no Brasil, com apresentação de Aracy Amaral, na Galeria São Luiz, São Paulo. Apresenta esculturas de composição dinâmica, utilizando pregos e peças mecânicas e integrando-as a massas de ferro soldado.

1963 - Participa da VII Bienal Internacional de São Paulo.
Projeta e executa as armas da peça de teatro César e Cleópatra, com a direção de Ziembinski, e estrelando Cacilda Becker.
Colabora com o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) na programação e montagem de várias de suas exposições.

1964 - Conhece a pintora argentina Teresa Nazar. Muda-se para um atelier na Rua Pires de Oliveira, Chácara Santo Antônio. Expõe na Galeria Seta, em São Paulo. Apresenta relevos e esculturas de pequena dimensão, em ferro, latão, madeira e resíduos industriais trabalhados a fogo e de temática antropomórfica. O uso da solda aparece como meio construtivo e expressivo.

1965 - Casa-se com Teresa Nazar e passa a morar e trabalhar na Rua Francisco Dias Velho, Brooklin.
Expõe na Galeria Astréia, em São Paulo. Apresenta esculturas de pequena dimensão, temática antropomórfica e de expressionismo contido, a que chama "Personagens".
Diversifica os materiais, empregando, além de ferro e latão, alumínio, cobre e aço inox, mantendo o uso de resíduos industriais. Emprega prensa para modelar chapas de metal.
Recebe os seguintes prêmios: 2º Prêmio de Escultura no 1º Salão Esso de Artistas Jovens, no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro; 1º Prêmio de Escultura no XX Salão Municipal de Belas-Artes, Museu de Arte da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte; Prêmio Aquisição do Ministério de Relações Exteriores do Brasil durante a VIII Bienal Internacional de São Paulo.

1966 - Realiza mostra individual no MAM do Rio de Janeiro, com apresentação de Mário Pedrosa. Exibe figuras de inspiração arcaica, compostas de partes de ferro soldado unificadas pela cor, a que chama "Indômitos".
Participa como convidado, com sala especial, da I Bienal Nacional de Artes Plásticas, em Salvador, onde recebe o Prêmio Especial.

O artista com a escultura O desajeitado, 1966.

1967 - Participa da IX Bienal Internacional de São Paulo e do IV Salão de Arte Moderna do Distrito Federal, em Brasília (recebe o Prêmio Aquisição).
Retoma a temática Asa/Vôo, com "Astronautas" e "Pássaros".
Nasce sua filha Myrine Evangelia.
Trabalha para a Rhodia Coleção de Moda, criando e produzindo estampas e roupas, entre outras atividades.

1968 - Expõe na Petite Galerie, Rio de Janeiro, apresentando figuras de pequena dimensão, em ferro, latão e aço inox, da série "Astronautas".
Nasce seu filho Gabriel Charilaos.

1969 - Inicia sua carreira docente na Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), onde dá aulas de Expressão Tridimensional até a presente data.

Vista do atelier do artista na Rua Francisco Dias Velho,
1969.
O artista e seus filhos Myrine e Gabriel,
1970.

1971 - Faz retrospectiva no Museu de Arte Brasileira (MAB) da FAAP, em São Paulo, onde apresenta também esculturas em alumínio soldado, retomando a série "Astronautas".
Realiza um múltiplo com a temática Asa, em cimento amianto, para a empresa Eternit, numerado de I a V e de 1 a 50. A partir desta data, desenha e produz múltiplos e objetos de uso. A maioria de suas esculturas passa a ser realizada em chapas de aço inox modeladas por relevos prensados obtidos através de estampas.

1972 - Expõe na Galeria Astréia, em São Paulo.
Inicia a série "Plantas". Passa a enfatizar as superfícies, intensificando o brilho do material. Participa do V Panorama de Arte Brasileira / Escultura, no MAM de São Paulo, e, com seus alunos da FAAP, da V Exposição Jovem Arte Contemporânea, no MAC-USP, São Paulo.

1973 - Participa do projeto Espaço Vivo Construhab, coordenado por Maria Bonomi, e realiza um múltiplo da série "Astronautas", em aço inox numerado de I a X e de 1 a 90 para a Construhab.
Cria o troféu Prêmio Villa-Lobos, oferecido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

Planta, 1974. Aço inox soldado e polido,
45 x 35 x 25 cm. Col. do artista, São Paulo.
Escultura em ferro soldado, I Encontro Nacional
de Escultores, Ouro Preto, Minas Gerais, 1977.
Tríptico, 1977. Aço inox soldado e polido,
78 x 64 x 15 cm. Col. MAB-FAAP, São Paulo.

1974 - Expõe na Galeria Multipla, em São Paulo (entrevistado por Mário Chamie no catálogo).
Recebe o Prêmio do Conselho Estadual de Cultura no V Salão Paulista de Arte Contemporânea, Pavilhão da Bienal, São Paulo, e o Prêmio APCA na categoria Artes Visuais.

1975 - Nomeado pelo Ministério de Cultura e Ciências da Grécia, Comissário junto à XIII Bienal Internacional de São Paulo.
Participa da III Bienal Internacional da Pequena Escultura, em Budapeste, a convite do Ministério de Relações Exteriores do Brasil; recebe o Primeiro Prêmio com a obra Planta. Participa do VII Panorama de Arte Atual Brasileira / Escultura, no MAM, São Paulo.
Cria o troféu Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte, edição numerada de 1 a 5.

1976 - Expõe na Galeria Multipla, em São Paulo, e viaja a Itália para exposição individual na Galeria da Embaixada Brasileira em Roma.

1977 - Realiza individual no MAC-USP, São Paulo.
Participa da mostra Grafica e Scultura Brasiliana, no Centro Rizzoli, Milão.
Viaja a Ouro Preto a convite da Prefeitura da cidade, para participar do I Encontro Nacional de Escultores.

1978 - Expõe na Galeria Multipla, em São Paulo, com apresentação no catálogo de Walter Zanini.
Participa da exposição Objeto na Arte: Brasil Anos 60, no MAB, São Paulo.
Cria os troféus para o Torneio Internacional de Tênis Itaú, até 1982.

1979 - É condecorado com a Medalha Mário de Andrade pelo Governo do Estado de São Paulo.
Cria uma escultura para a empresa Gessy-Lever, juntamente com a edição de um múltiplo, numerado de 1 a 65. Executa um múltiplo em aço inox, da série "Plantas", para o Clube da Escultura, da Galeria Skultura, edição numerada de 1 a 150.
Integra o Conselho de Arte da Escola Superior de Artes Santa Marcelina.

1980 - Expõe na Galeria Skultura, em São Paulo, e na Galeria Clementina Duarte, em Recife.
Participa das mostras Panorama da Escultura Brasileira no Século XX, organizada pelo Museu de Arte de São Paulo (MASP) no SESC Brasílio Machado Neto, São Paulo, e Ochenta Años de Arte Brasileño, em Buenos Aires e Lima.
Nomeado pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, passa a integrar o Conselho de Orientação da Pinacoteca do Estado de São Paulo, até 1982.

1981 - Expõe na Galeria Guignard, em Porto Alegre.
Participa da exposição Nine Sculptors from Brazil, com curadoria de José Neistein, na Galeria de Arte do Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos, em Washington.
Recebe o Prêmio Aquisição da Caixa Econômica Federal no Panorama de Arte Atual Brasileira / Escultura, MAM, São Paulo, pela obra Estrutura III.
É nomeado pela Secretaria de Esportes e Turismo de São Paulo, membro do júri do Monumento ao Padre Anchieta a ser erigido no Pico do Jaraguá, São Paulo. Realiza três esculturas em aço inox para a American Express.

1982 - Participa da exposição Um Século de Escultura no Brasil, no MASP, São Paulo.
Realiza o troféu Melhor Piloto de Todos os Tempos, oferecido pela revista Quatro Rodas a Juan Manuel Fangio. Passa a integrar o Conselho de Arte do MAM de São Paulo. Faz parte do júri de seleção e premiação da III Trienal de Tapeçaria, promovida pelo MAM.
Viaja a Nova York para a exposição individual na Camillos Kouros Gallery.
Muda-se com a família para a Granja Vianna, próximo a São Paulo, onde passa a trabalhar em um atelier especialmente construído.

O artista trabalhando em seu atelier, São Paulo, 1982.

1983 - Expõe na Galeria Singular, em Porto Alegre.

1984 - Viaja a Nova York para a exposição individual na Camillos Kouros Gallery, com apresentação no catálogo de Joan Marter, onde exibe obras da série "Engrenagens".
Participa das exposições Tradição e Ruptura, organizada pela Fundação Bienal de São Paulo, e Acervo de Esculturas do MAB, São Paulo.
Realiza múltiplos para o Clube da Escultura, da Galeria Skultura, numerados de I a XXV e de 1 a 250.

1985 - Expõe na Galeria Skultura, São Paulo, com apresentação no catálogo de Olívio Tavares de Araújo, onde exibe obras da série "Oratórios".
Participa das seguintes exposições: V Bienal Internacional de Escultura, em Atenas; Indoors for Outdoors, no Kouros Sculpture Center, Connecticut, NY; Destaques da Arte Contemporânea Brasileira e Panorama de Arte Atual Brasileira, ambas no MAM de São Paulo.
O pintor Carlos Takaoka faz releitura de uma de suas esculturas no Projeto Releitura, mostra organizada pela Pinacoteca do Estado de São Paulo e exibida na XVIII Bienal de São Paulo.

1986 - Expõe na Galeria Aktuel, Rio de Janeiro, com apresentação no catálogo de Marc Berkowitz.

1987 - Participa da exposição Arte e Novas Tecnologias: Fibras Ópticas, MAC-USP, São Paulo.

1988 - Participa do Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM, São Paulo, e da exposição Recado a Mário Schenberg, Funarte, São Paulo.

1989 - Viaja a Nova York para a exposição individual Objets d’Art, na Camillos Kouros Gallery.

1990 - Inicia a série "Magic machines", combinando aço inox e latão para criar esculturas alusivas ao tema "objetos de uso cotidiano".
Participa da exposição Without Walls: Art Environmental Sculpture Exhibition, no Kouros Sculpture Center, Ridgefield, Connecticut, NY (mostra permanente).

1991 - Participa da II Exposição Internacional de Esculturas Efêmeras, Fortaleza.
Executa Troféu para o 1º Aberto CPM de Tênis.

1992 - Viaja a Miami para participar da Feira Internacional Art Miami’92.
É convidado para integrar a Comissão Especial do Concurso Projeto de Obra Escultórica Alusiva aos Desaparecidos Políticos, da Prefeitura de São Paulo.
Participa da exposição A Sedução dos Volumes: Os Tridimensionais do MAC, no MAC-USP, São Paulo.
Ministra o curso Esculturas em Chapas de Ferro para o MAC-USP, em colaboração com o SENAI de Osasco, SP.
É um dos artistas convidados e homenageados no Salão de Arte de Jundiaí, SP.

1993 - Realiza a exposição retrospectiva Vlavianos: 35 Anos de Escultura, no MASP, São Paulo, com catálogo apresentado por Fábio Magalhães e Walter Zanini. Realiza mostra individual na Fundação Cultural Cassiano Ricardo, São José dos Campos, SP, com catálogo apresentado por Carlos Scarinci.
Cria o troféu Prêmio Top de RH para a Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB).
Participa da exposição A Sculptural Survey, no Kouros Sculpture Center, Ridgefield, Connecticut, NY.

O artista em seu atelier na Granja Vianna,
São Paulo, 1993.
Retrospectiva de Vlavianos no MASP,
São Paulo, 1993.


1994 - Participa das mostras Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo, e Art Contemplates Nature, no Kouros Sculpture Center, Ridgefield, Connecticut, NY.
Realiza uma edição especial de múltiplos para o Lloyds Bank, numerada de 1 a 500.

1995 - Viaja a Miami para participar da Feira Internacional Art Miami’95. Executa edição especial de múltiplos para a H. Stern, em comemoração aos 50 anos da empresa.
Participa da exposição Art in the Environment, no Kouros Sculpture Center, Ridgefield, Connecticut, NY.

1996 - Ministra aulas sobre escultura no curso de pós-graduação do Centro Superior de Aperfeiçoamento Profissional (CENAP) da FAAP, até 1997. Executa uma escultura em bronze para o Banco Sudameris. Participa da mostra Arte e Espaço Urbano, com curadoria de Aracy Amaral e organização da Fundação Athos Bulcão, Brasília, DF.

O artista, ao lado de sua obra, no Jardim de
Esculturas do Arquivo do Estado, São Paulo, 1997.


1997 - Cria uma obra para o Jardim das Esculturas do novo Arquivo do Estado de São Paulo, com a curadoria de Radha Abramo. Executa dois painéis em cerâmica para o Projeto Cingapura, a convite da Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo.
É convidado para integrar o Conselho Diretor do International Sculpture Center (ISC), organização mundial de escultores profissionais, com sede em Washington.
Viaja a Washington, para a abertura da exposição A Escultura Brasileira de 1920 a 1990: Perfil de uma Identidade, com curadoria de Emanoel Araújo, no Centro Cultural do Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Viaja a Roma, Florença e Veneza acompanhando grupo de alunos da FAAP. Viaja a Nova York para participar do Encontro Anual da Diretoria do ISC.

1998 - Participa da mostra Pier Walk’98 Maquette Exhibition na Wood Street Gallery, Chicago.
Participa, como artista convidado, da exposição internacional Pier Walk’98 no Navy Pier de Chicago, onde apresenta a escultura Brazilian nature.
É um dos integrantes da exposição virtual 2º Eletromídia da Arte, que divulga as obras de artistas selecionados em painéis eletrônicos distribuídos em várias capitais do país.
Realiza o troféu Max Awards para a 12º Fenasoft, em São Paulo. Participa da exposição A Arte da Escultura no Conjunto Nacional, em comemoração aos 40 anos do Conjunto Nacional, São Paulo.
Realiza exposição individual de múltiplos e objetos de arte na Galeria Multipla.

1999 - Realiza dois painéis em aço inox pintado, a convite da TV Cultura, para o cenário do programa Metrópolis.
Realiza exposição individual de múltiplos e objetos de arte na Galeria Multipla.

2000 - Executa escultura em bronze, de 3 metros de largura, encomendada pela empresa Tissot para comemorar os 500 anos do Descobrimento do Brasil.
Participa da exposição Escultura Brasileira na Luz, no Parque da Luz, Pinacoteca do Estado de São Paulo, com curadoria de Emanoel Araújo e Agnaldo Farias.

2001 - Realiza a exposição Vlavianos, a Práxis Escultórica no Museu de Arte Brasileira da FAAP, São Paulo.

2003 - Expõe na Kouros Gallery, New York NY, com apresentação no catálogo de Jonathan Goodman.

2003 - Expõe na Multipla de Arte, com apresentação no catálogo de Jonathan Goodman.

O artista com seus assistentes José Miltom Vieira
Luz e Ayrton de Oliveira, São Paulo, 2001.