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V l a v i a n o s e P a n i a r a s Efi Ferentinou
Atenas, 1961
O escultor Nicolas Vlavianos e o pintor Constantinos Paniaras pertencem à nova geração dos artistas gregos que trabalham em Paris. Conheço muito pouco de seus
trabalhos anteriores. Então me restrinjo a falar somente sobre a sensação direta que sua arte produz sobre mim hoje. Os dois artistas são quase autodidatas: poucas aulas e breves estudos com os velhos mestres. O desejo ardente de uma evolução artística independente e uma grande curiosidade de ver, de conhecer e de viver o que está escondido além da realidade, os levou a descobertas pessoais e autênticas. A tendência de suas obras à abstração parece tê-los libertado das fórmulas já conhecidas. Cada um deles evita seguir um caminho já traçado, e procura traduzir as emoções que seu olho e seu espírito experimentam em contato com o mundo exterior.
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Sculpture, 1960. Ferro soldado, 55 x 26 x 10 cm.
Col. Haris Vlavianos, Atenas. |
O mundo, para Vlavianos, é o elemento místico e primitivo que caracteriza os seres vivos. Símbolos de uma potência invisível, suas esculturas possuem um espírito geral, e adotam uma forma quase abstrata para poder ultrapassar o limitado e o efêmero. O material rígido utilizado chapas de aço, bronze ou alumínio torna-se, em suas mãos, suave e expressivo. Ora surgem do metal grupos antropomórficos e enigmáticos, ora animais imaginários ou seres indefinidos. No entanto, em suas composições ontomórficas não faltam absolutamente qualidades escultóricas.
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Sculpture, 1960. Latão soldado, 10 x 24 x 6 cm.
Col. particular.
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Sculpture, 1960. Latão soldado, 37 x 12 x 7 cm.
Col. Alexandre Vlavianos, São Paulo. |
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